Diagnóstico das emissões atmosféricas em Minas Gerais: um estudo para as fontes fixas e veiculares

Fábio Soares dos Santos

Abstract

Áreas urbanas são ambientes particularmente complexos, caracterizados pela presença de diversos poluentes, emitidos por múltiplas fontes. Uma série de diferentes escalas espaciais e temporais está envolvida nos processos de transformação química e transporte desses poluentes na atmosfera. A definição de estratégias e políticas para mitigar os efeitos adversos da exposição aos contaminantes atmosféricos requer pleno conhecimento sobre suas características e dinâmica em ambientes urbanos. Uma ferramenta essencial para essas avaliações são os inventários de emissões atmosféricas. No Brasil, o estado de Minas Gerais, bem como sua capital, Belo Horizonte, se enquadram neste contexto, e carecem de estudos voltados para o diagnóstico de sua poluição atmosférica, especialmente em relação à identificação das fontes, quantificação das emissões e avaliação dos processos de dispersão e contaminação ambiental. Frente a essas questões, o objetivo geral desse estudo foi diagnosticar as emissões atmosféricas por fontes fixas e veiculares ocorridas em Minas Gerais. Para isso, em uma primeira etapa, foram quantificadas as emissões atmosféricas por fontes veiculares em todo o estado seguindo as metodologias de referência nacional, propostas pelo Ministério do Meio Ambiente e pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Em um segundo momento, foram identificadas e quantificadas as fontes fixas de emissão em sua capital, Belo Horizonte, fazendo-se uso de dados monitorados, além de estimativas por meio de fatores de emissão seguindo as diretrizes da AP-42 (Compilation of Air Pollutant Emission Factors da United States Environmental Protection Agency). Para as emissões veiculares, foi observado que em Minas Gerais, dentre os gases óxidos, o NOX foi o mais emitido, seguido pelo CO e pelo SO2, cujas taxas de emissão foram de 117.708, 103.295 e 4.760 t.ano-1, respectivamente. Com relação ao COV e ao MP veiculares, foram observadas taxas de emissão totais de 26.181 e 8.957 t.ano-1, respectivamente. Para as fontes fixas em Belo Horizonte, foram identificadas 75 fontes (chaminés), distribuídas em 28 empreendimentos. Com relação à emissão dos poluentes por estas chaminés, foram observadas taxas de 305, 235, 234, 180 e 63 t.ano-1 para o NOX, CO, MP, SO2 e COV, respectivamente. Os resultados obtidos no presente estudo podem contribuir para o diagnóstico, modelagem e gestão da qualidade do ar em Minas Gerais

Keywords

Emissões atmosféricas; Inventário de emissões; Veículos; Fontes fixas; Área urbana

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